O 7º papel de bala: O tempo faz, desfaz, leva e traz.

Quarta-feira, Fevereiro 09, 2011
Paixãozinha que nasceu aos 10 anos de idade e que se destruiu aos 18. 
Paixãozinha que nasceu antes de um casamento e se destruiu no casório, pra se ter certeza que era aquilo que se queria.

Não ligo das quantas vezes tive paixões e das quantas vezes houveram paixões. E não ligo muito de, depois do 1º papel de bala, hoje não estar sem nenhum. Hoje não estou desesperado.

Eu sei que o mundo inteiro tá olhando e tá julgando. Mas eu não vou ficar gritando, rouco. E não vou atirar cartas em todas as caixas de correio descuidadas. Não vou pichar muros com dizeres pré-feitos. E não vou recorrer a ciganas. Vou deixar estar, deixar chegar. O que o tempo faz, desfaz. E o que leva, ele traz. Então vai ser pra mim as
balas em forma de beijo. Vai ser em mim a próxima carta do correio. É só eu deixar um coração aberto e uma mente atenta. Um coração atento e uma mente aberta.

O 6º papel de bala: Eu já tive minha parcela de culpa

Domingo, Janeiro 30, 2011
Hoje vamos ser menos dramáticos por aqui. De tantos amores não correspondidos pra mim, também devo mencionar aqueles que eu mesmo não correspondi. Umas vezes por querer bancar a imagem do canalha, outras porque simplesmente não sou obrigado.

A gente não presta: Uma hora isso sempre vem como uma luva. Umas vezes na mão, outras na cara. Mas você vai vivendo bem mais fácil assim, porque você é o causador. É o caçador, e não a caça. O único problema é quando se fica muito tempo caçando: quando se vive assim, cria-se a prática de caçar qualquer coisa e de não se valorizar nada; então termina-se a vida com uma parede de prêmios e uma poltrona ao lado, vazia. 

Minha sorte é ainda ter conseguido sair disso a tempo. Meu azar foi que já tinha causado mais estragos nos outros do que eu podia imaginar. A luva veio na cara! Não tinha necessidade de empurrar alguém pro mar pra fazer ficar longe de mim. Não tinha necessidade de deixar na areia alguém que eu queria que caísse no mar. A luva tá na minha mão.

Um dos meus textos, o "Coisas que a rosa me ensinou", tá concorrendo como melhor crônica de romance > nestes bloggers < Vote aí pra me ajudar a ganhar, tudo bem?! =D Obrigadão, pessoal!

O 5º papel de bala: Eu já amei um 'não'

Domingo, Janeiro 23, 2011
Foi tipo um encanto a primeira vista. Cabelo loiro, trejeitos despojados, fala mansa e despreocupada. Ela não sabia, mas me conquistava.

Confesso que nem sei mais que desculpa usei pra me aproximar, mas com certeza foi a mais idiota possível. Só sei que tentei e acho que até forcei pra permanecer junto. E acho que você não estava nem aí.

Nossos assuntos não fluiam. A não ser quando o alvo era Pitty. Você sabia que eu curtia, então, disso, comigo, você falava sem parar. Fomos em um show juntos. Quer dizer, você ficou lá na frente com todos os seus amigos e amigas e eu lá no fundão, numa escada alta, dando atenção pra uma amiga sua que me achou legal. Queria estar com você, mas você não estava nem aí. Era a mais pura verdade! Mas, mesmo assim, depois disso tudo você me chamou pra dormir na sua casa. Que doidera! E nossa, o que eu vi e senti e passei, foi a mais pura perfeição. Pena que eu cometi o erro de falar de "nós", quando o assunto pra você já era apenas uma noite passada. 

Já posso dizer que ainda amo você? O seu 'não'.
Related Posts with Thumbnails